
Acesso restrito a profissionais credenciados
Programa de Gestão de Riscos na Administração Pública
Registrado e disponível para aplicação com material de apresentação, exercícios, cenários e simulados. Encadernação espiral 350 páginas, formato A4. Programa já testado em parceria com Instituição de Ensino Superior no estado de São Paulo
O PGRAP™ converte as exigências da Constituição Federal, da Lei nº 12.608/2012 e do SINPDEC em capacidade municipal verificável para prevenir riscos, responder a crises e sustentar serviços essenciais. É destinado a gestores e servidores da administração pública municipal, especialmente equipes de proteção e defesa civil, planejamento, infraestrutura, saúde, comunicação, controle, finanças e continuidade, que precisam decidir sob pressão, coordenar instituições, prestar contas e preservar a continuidade do Estado mesmo diante de crises políticas, fiscais, tecnológicas ou climáticas.
O programa ocupa o espaço entre cursos assíncronos predominantemente conceituais, programas longos de pós-graduação e consultorias que entregam planos sem instalar capacidade interna. Não é uma adaptação superficial de treinamento empresarial: considera limites legais ao apetite a risco, controle externo, ciclos eleitorais, accountability e a impossibilidade de interromper serviços públicos. Sua raiz é o PFAOGC™, do qual herda taxonomia de riscos, comitês de crise, escalonamento, comunicação, continuidade e aprendizagem posterior ao evento; porém desloca a unidade de análise da empresa para o município, orientando método e entregáveis ao cumprimento de funções públicas com legalidade, rastreabilidade e legitimidade.
Com 24 horas, distribuídas em oito aulas de três horas e dois blocos progressivos, o PGRAP™ cobre integralmente: fundamentos de risco (evento, probabilidade, impacto e exposição), além de riscos operacionais, institucionais, políticos e administrativos, com aplicação da ISO 31000, do COSO ERM e do ciclo VEToR™. Abrange ainda anatomia e níveis da crise pública, governança por Comitê de Gestão de Crises, decisão estratégica, execução operacional, grupos técnicos, registro de decisões e planejamento das primeiras 72 horas. Inclui comunicação de crise, transparência responsável, narrativa, desinformação, multicanalidade e articulação com Câmara Municipal, Ministério Público e Tribunais de Contas, além de antifragilidade municipal, continuidade de serviços essenciais, BIA adaptada ao setor público, RTO socialmente tolerável, gestão de pessoas e planejamento de resiliência em 30, 60 e 90 dias.
O conteúdo também contempla a arquitetura do SINPDEC, as competências municipais, a criação e manutenção da COMPDEC e o uso do S2iD para registro, reconhecimento federal e prestação de contas. Desenvolve planos municipais de contingência, diagnóstico territorial, níveis de alerta, indicadores, rotas de evacuação, abrigos, integração com o Plano Diretor e mobilização comunitária por NUDECs. A formação aborda ainda coordenação multiagência por ICS/SCO, salas de situação, Centros de Operações, gestão de voluntários e doações, escalonamento entre Município, Estado e União, fontes de financiamento federais, estaduais e internacionais, elaboração de projetos e apresentação técnica e política para captação de recursos.
A formação não se limita à teoria. Casos de Blumenau, Petrópolis e São Sebastião apoiam a análise de planos de contingência, e as enchentes do Rio Grande do Sul de 2024 sustentam exercícios de coordenação interinstitucional. Cada aula combina conceitos, prática orientada e aplicação territorial, produzindo ferramentas utilizáveis: mini registro e mapa de riscos do município, organograma do comitê de crise, plano das primeiras 72 horas, log de decisões, BIA, matriz de continuidade, indicadores e níveis de alerta, auditoria rápida da COMPDEC, roteiro de comunicação, scorecard de resiliência, plano de ação, projeto de captação e pitch avaliado por pares.
Sua arquitetura aplicada se apoia em três pilares: territorialização, pela qual cada participante trabalha problemas e dados de seu próprio município; instrumentalização, que converte aprendizagem em planos, registros e projetos financiáveis; e institucionalização, que forma servidores de carreira e preserva capacidades além dos ciclos políticos e eleitorais. Essa combinação diferencia o PGRAP™ pela integração entre gestão de riscos, proteção e defesa civil, continuidade de serviços, governança, comunicação, coordenação federativa e financiamento, com rastreabilidade compatível com o controle público.
O livro Sustentando Serviços na Era da Incerteza, de Sergio da Motta (2026), é a referência fundacional do PGRAP™: desenvolve a teoria da antifragilidade municipal e os fundamentos de governança de crises, comunicação institucional, continuidade de serviços e integração com o sistema de proteção civil. Em conjunto com a experiência antecessora do PFAOGC™, o livro fornece a base conceitual; o PGRAP™ a transforma em formação setorial, prática supervisionada, ferramentas e capacidade instalada. O programa é a porta de entrada; o livro, o território.
